terça-feira, 18 de outubro de 2011

Emendas à MP podem elevar impostos

A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) quer fazer "pequenos ajustes" na legislação tributária e, por isso, enviou cinco propostas ao relator da Medida Provisória 540, deputado Renato Molling (PP-RS), para que sejam incorporadas ao projeto de conversão que ele irá apresentar. Se acatadas, elas poderão implicar em elevação de impostos.

A MP 540 institui o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) e desonera a contribuição da previdência sobre a folha de pagamento de alguns setores da economia.

"Há duas semanas, a Receita me mandou essas sugestões, que ainda não incorporei ao meu parecer final", disse Moliing ao Valor. "Como são temas muito técnicos, eu pedi um relatório mais claro ao governo sobre o impacto que essas mudanças terão na economia", acrescentou. O deputado informou que submeterá também as propostas da Receita a uma consultoria privada, que já contratou. "A gente precisa ter clareza sobre o que vai ser alterado", explicou.

Molling não quis revelar, no entanto, o teor das propostas que recebeu. O jornal "O Estado de S. Paulo" informou ontem que uma das sugestões da Receita Federal modifica a forma de cálculo do lucro das empresas e instituições financeiras e permitiria a cobrança da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) sobre as emissões de debêntures, que passaria a incidir também sobre a participação nos lucros de sócios e administradores. Outra autorizaria a Receita a arbitrar o valor de ações ou títulos, usados para elevar o capital social de uma empresa.

O temor dos parlamentares é o de que as propostas feitas pela Receita Federal elevem a carga tributária, justamente em uma medida provisória editada com o objetivo de desonerar a produção e melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. O deputado Molling disse que, em princípio, é contrário à elevação de impostos. Mas ele lembrou que a própria MP 540 prevê a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente nos cigarros. "Sou favorável a este aumento, o que mostra que cada caso é um caso", afirmou. "Vamos ver se vamos acatar ou não as propostas [da Receita]", acrescentou.

Na avaliação do relator da MP 540, das cinco propostas da Receita, quatro não mudam muita coisa. "A única que precisa ser analisada mais detidamente é essa que tributa as debêntures. Hoje não tenho ideia da forma como é essa tributação e o que vai ser mudado com a proposta da Receita. Por isso, preciso do relatório", disse.

Amanhã, o deputado Molling terá uma reunião com assessores do Ministério da Fazenda, da Casa Civil, das Relações Institucionais e do Desenvolvimento para discutir as propostas feitas pela Receita. Somente depois desta reunião, o relator decidirá se inclui as sugestões no projeto de conversão à MP 540 que irá apresentar.

A MP 540 poderá ser votada esta semana pelo plenário da Câmara dos Deputados. Tudo dependerá da reunião de líderes partidários, que será realizada hoje e que definirá a pauta de votação desta semana. Além da MP 540, a MP 541, que cria o Fundo de Financiamento à Exportação (FFEX), também poderá entrar na pauta de votação.

Fonte: Fenacon

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Com Nota Fiscal Paulista, consumidores podem abater ou quitar IPVA

Até o dia 31 deste mês, os consumidores que possuírem notas fiscais do estado de São Paulo poderão trocá-las por créditos que servirão para abater ou até mesmo quitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2012. Os créditos, acessíveis através do programa Nota Fiscal Paulista, também podem ser transferidos para contas correntes ou poupanças.

De acordo com o governo paulista, mais de 11 milhões de cidadão já possuem cadastro no programa, que, desde que foi criado, já devolveu aos consumidores mais de R$ 4,6 bilhões.


Fonte: Administradores

Micro e pequenas empresas de SP faturam R$ 28 bilhões

Segundo indicadores do Sebrae no estado, resultado positivo é alavancado pelos setores de comércio e serviços

As micro e pequenas empresas (MPE) paulistas, principalmente do comércio e de serviços, comemoram os bons resultados de agosto. A Pesquisa Indicadores Sebrae-SP, divulgada nesta terça-feira (11), mostra que os pequenos negócios registraram aumento médio de faturamento real de 2,6%, na comparação entre agosto de 2011 e agosto de 2010. Em termos absolutos, foram R$ 721 milhões na receita real, totalizando R$ 28 bilhões. No mês, o faturamento médio por empresa foi de R$ 21.614,62.

O resultado foi alavancado pelo comércio, com crescimento de 5%, seguido por serviços (+3,6%). A indústria paulista, porém, amarga seu terceiro mês de queda consecutiva (4,9%) no faturamento real.

As expectativas dos empresários em relação ao desempenho do faturamento de seus empreendimentos e do nível de atividade da economia também são medidas pela pesquisa. Em setembro, as expectativas dos proprietários das MPE para os próximos seis meses eram de estabilidade: 48% projetavam manutenção do faturamento da empresa (mesmo índice de agosto de 2011) e 49% acreditavam que o nível de atividade econômica se manteria estável (mesmo índice de agosto 2011).

Para o superintendente do Sebrae em São Paulo, Bruno Caetano, o resultado positivo decorre do aumento do emprego e da renda na economia brasileira. Caetano observa, entretanto, que, no restante do ano, os negócios de micro e pequeno porte devem crescer num ritmo mais moderado, acompanhando a desaceleração do nível de atividade em curso na economia brasileira.

"As expectativas de estabilidade na receita das empresas nos próximos meses indicam que os proprietários de MPE também trabalham com essa possibilidade. O sinal amarelo está aceso", assinala.

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente pela instituição, com apoio da Fundação Seade junto a 2,7 mil MPE, amostra representativa das 1,3 milhão de micro e pequenas empresas da indústria da transformação, comércio e serviços do estado.

Fonte: Agência Sebrae
Por Beth Matias

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brasil atinge nesta sexta a marca de R$ 1,1 trilhão de tributos pagos


Os brasileiros vão desembolsar, desde o primeiro dia de 2011 até as 12h desta sexta (07), R$ 1,1 trilhão com o pagamento de tributos federais, estaduais e municipais, revelam dados do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Em comparação com 2010, o valor chega com 39 dias de antecedência.

Com o total arrecadado até esta sexta, é possível pagar mais de 2 bilhões de salários mínimos ou fornecer medicamentos para todos os brasileiros por 426 mil meses.

Outras aquisições
O dinheiro ainda permite comprar 40,8 milhões de carros populares, mais de 551 milhões de TVs de led e mais de 1 bilhão de geladeiras simples.

Ainda seria possível construir 31,4 milhões de casas populares de 40 metros quadrados, 79,8 milhões de salas de aula equipadas, mais de 3,8 milhões de postos de saúde equipados ou mais de 22 milhões de postos policiais.

Além disso, poderiam ser construídos mais de 11,9 milhões de quilômetros de redes de esgotos e serem pagas mais de 7,8 bilhões de Bolsas Família, considerando o benefício no valor de R$ 70, e plantar mais de 220 bilhões de árvores.

Impostômetro
O painel do Impostômetro foi inaugurado em 20 de abril de 2005 e está instalado no prédio da sede da ACSP. Também pela internet (www.impostometro.com.br), qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, de acordo com os estados e municípios.

O sistema informa ainda o total de impostos pagos desde janeiro do ano 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro deste ano.

Fonte: Info On Line

Prorrogado o prazo para Emissão da NFTS

O SESCON-SP comunica seus representados que foi prorrogado o prazo para a emissão das Notas Fiscais Eletrônicas do Tomador/Intermediário de Serviços – NFTS referentes aos serviços prestados em setembro ou outubro de 2011. Estas poderão ser emitidas até o dia 10 de novembro de 2011.

Novamente prevaleceu o bom senso e a Secretaria de Finanças do Município acatou a solicitação do Sindicato que em nome de seus representados exigiu imediata solução para os problemas ocorridos para o cumprimento desta obrigação.

Isto é fruto do bom relacionamento entre o SESCON-SP e a administração pública municipal, que ciente e sensível dos acontecimentos relatados, não hesitou em emitir ato normativo (Instrução Normativa SF/SUREM nº 14, de 06 de outubro de 2011) postergando a entrega da obrigação.

Por fim, parabenizamos a sensibilidade da Secretaria de Finanças no retorno e pronto atendimento de nossa reivindicação que apenas reforça o laço entre Sindicato, contribuinte e Fisco.

Fonte: SESCON/SP
Por: José Maria Chapina Alcazar

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Novos tetos do Supersimples passam no Senado

O Senado aprovou ontem o projeto que altera a Lei do Simples Nacional, a fim de reajustar as faixas de enquadramento das micro e pequenas empresas e do empreendedor individual no regime tributário simplificado. Por unanimidade, os senadores aprovaram o relatório do senador José Pimentel (PT-CE), que manteve o texto enviado pelos deputados. Com isso, a proposta do Supersimples vai à sanção presidencial.



Com o reajuste de 50% nas tabelas de tributação, a receita bruta anual máxima para que as microempresas possam optar pelo Simples Nacional passa de R$ 240 mil para R$ 360 mil por ano. Para a pequena empresa, o novo limite máximo de enquadramento passa de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. O teto máximo do empreendedor individual passa de R$ 36 mil para R$ 60 mil anuais.

Data nacional – Os senadores votaram três medidas provisórias em uma única sessão para liberar a pauta e garantir a votação da matéria no Dia Nacional das Micro e Pequenas Empresas, comemorado ontem. O relator rejeitou todas as emendas apresentadas para evitar que o projeto retornasse à Câmara dos Deputados. Pimentel alegou que as mudanças deveriam entrar em vigor o quanto antes para aliviar a carga tributária dos microempresários brasileiros.

As mudanças garantem ainda aos micro e pequenos empresários a possibilidade de parcelar as dívidas com o Fisco em até 60 meses.

De acordo com Pimentel, se a proposta não fosse aprovada até o final do ano, 560 mil empresas seriam excluídas do regime diferenciado e iriam à falência.


Fonte: Diário do Comércio


Escrito por Agência Estado

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SP: prefeitura prorroga para 31 de outubro prazo para contribuinte aderir ao PPI



A prefeitura de São Paulo prorrogou para 31 de outubro o prazo paras as pessoas físicas e jurídicas que tiverem débitos tributários e não-tributários aderirem ao PPI (Programa de Parcelamento Incentivado).

O programa permite o parcelamento de dívidas referentes a ocorrências até 31 de dezembro de 2009. Entre os débitos que podem ser incluídos no PPI, estão o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o ISS (Imposto Sobre Serviços), o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e a TFE (Taxa de Fiscalização de Estabelecimento).

Além desses, a Taxa do Lixo, Taxa de Fiscalização de Anúncios, a Contribuição de Melhoria e as chamadas multas de postura, como a de construções irregulares e a por falta de muro, passeio e limpeza (MPL), podem ser incluídas no parcelamento.

Descontos

Quem opta por aderir ao PPI pode parcelar ou pagar o débito de uma única vez.

No caso de pagamento em parcela única, haverá redução de 100% dos juros de mora e de até 75% da multa. Para o pagamento parcelado, será oferecida redução de 100% dos juros de mora e de até 50% da multa.

Além disso, o contribuinte poderá parcelar seu débito em até dez anos (120 meses), desde que seja respeitado o valor mínimo por parcela de R$ 50. Para as pessoas jurídicas, este montante é de R$ 500, sendo que o prazo do parcelamento poderá ser superior a 120 meses, de acordo com o faturamento da empresa e desde que seja apresentada garantia real para o débito.

Segundo a prefeitura, a atualização das parcelas mensais será feita pela taxa Selic, caso o contribuinte opte pelo parcelamento em até 120 parcelas.

Entretanto, quem escolher dividir o débito em até 12 vezes poderá pagar parcelas fixas, com juro de 1% ao mês, de acordo com a tabela Price.

Regras para aderir

Apesar de não haver limite para a inclusão de débitos no programa, o contribuinte não está obrigado a incluir todas as suas dívidas. Ele poderá escolher os débitos que deseja pagar, desde que sejam respeitadas as regras.

Para ingressar no PPI, o contribuinte deve acessar o portal do programa, sendo que o uso de senha web é obrigatório. Quem não cadastrou senha ou esqueceu deve acessar a página eletrônica da prefeitura (www.prefeitura.sp.gov.br) e seguir as instruções.

Fonte: Infomoney